Pele saudável

Fotoproteção e envelhecimento da pele

Dra. Vilma Pereira6 min de leituraConteúdo informativo

Envelhecer é natural. O que a ciência mostra há décadas é que boa parte das rugas, das manchas e da perda de firmeza não vem só do tempo. Vem da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida, aquilo que a dermatologia chama de fotoenvelhecimento. A boa notícia é que essa parte, em grande medida, dá para evitar.

O que o sol faz na pele

A radiação UVB atinge sobretudo a epiderme e responde pela vermelhidão e pela queimadura. A UVA vai mais fundo, chega à derme e degrada as fibras de colágeno e elastina, além de estimular a produção irregular de melanina, que aparece na forma de mancha. Luz visível e infravermelho também participam, principalmente no melasma.

Ao longo dos anos o resultado é uma pele mais fina, com linhas mais marcadas, textura irregular, poros dilatados e manchas. Em quem tem histórico familiar ou muita exposição, cresce também o risco de lesões pré-malignas e de câncer de pele.

O que recomenda o Consenso Brasileiro

A Sociedade Brasileira de Dermatologia publicou o primeiro consenso de fotoproteção feito para a realidade brasileira, um país tropical com índices de ultravioleta altos quase o ano inteiro. A recomendação central é usar protetor solar todos os dias, com FPS mínimo 30 e proteção UVA, identificada pelo selo PPD ou pela indicação de amplo espectro. Quem tem pele sensível, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, tratamento de melasma em andamento ou exposição intensa por trabalho ou lazer precisa de FPS mais alto.

A quantidade também conta. A maior parte das pessoas aplica menos da metade do necessário, e isso derruba a proteção real. Em exposição direta o produto pede reaplicação a cada duas horas, e sempre depois de suor ou água. Sombra, chapéu, óculos e roupa com proteção completam o cuidado, principalmente entre dez e dezesseis horas.

Fotoproteção e tratamentos estéticos

Qualquer protocolo de renovação da pele depende de fotoproteção rigorosa para funcionar e para não gerar mancha. Limpeza de pele, microagulhamento e bioestimulação deixam a pele mais sensível por alguns dias, e a exposição solar sem proteção anula semanas de cuidado.

Na avaliação, a rotina de skincare é o primeiro assunto. Antes de indicar qualquer procedimento, a Dra. Vilma ajusta limpeza, hidratação e fotoproteção. É a base sobre a qual todo o resto se constrói.

Alguns hábitos aceleram o envelhecimento sem que a pessoa perceba. Pegar sol no rosto sem proteção, esquecer o pescoço e o colo, dormir de maquiagem e deixar o protetor de lado em dias nublados ou perto de janelas estão entre os mais comuns.

Referências

  1. Schalka S, Steiner D e colaboradores. Consenso Brasileiro de Fotoproteção. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2014, volume 89, suplemento 1, páginas 6 a 75.
  2. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Consenso Brasileiro de Fotoproteção, versão para o público, com as recomendações de FPS mínimo 30 e reaplicação.
  3. Protetor solar na prescrição dermatológica, revisão de conceitos e controvérsias. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2022.

Conteúdo informativo elaborado a partir da literatura citada. Não substitui avaliação individual. Resultados variam de pessoa para pessoa.

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