Harmonização

Rinomodelação sem cirurgia

Dra. Vilma Pereira5 min de leituraConteúdo informativo

A rinomodelação, ou rinoplastia não cirúrgica, usa pequenas quantidades de ácido hialurônico para suavizar o perfil do nariz. Ela disfarça uma giba, eleva levemente a ponta, corrige assimetria discreta ou refina o contorno. Não reduz o tamanho do nariz e não substitui a cirurgia quando ela é indicada, mas em casos selecionados entrega um resultado harmônico numa única sessão.

Como é feita

Depois da avaliação do perfil e do planejamento, o produto é aplicado em pontos precisos, em geral com cânula ou agulha fina, em quantidades muito pequenas. O procedimento leva de vinte a trinta minutos, com anestésico tópico. O resultado é imediato e a recuperação é curta, com leve inchaço e, às vezes, pequenos hematomas por alguns dias.

O que a literatura relata

A maior série publicada até hoje, com cinco mil tratamentos, assinada por Harb e Brewster na Plastic and Reconstructive Surgery em 2020, aponta a giba dorsal como indicação mais comum e descreve duração média dos resultados entre nove e doze meses, com parte dos pacientes mantendo o resultado aos vinte e quatro meses. A mesma série é transparente sobre o risco mais importante da técnica, a oclusão vascular, observada em cerca de meio por cento dos casos e quase sempre revertida com medidas simples quando reconhecida de imediato. Necrose de pele e infecção apareceram em menos de um décimo por cento.

Por que a segurança depende de quem aplica

O nariz tem uma rede vascular delicada e conectada à circulação dos olhos. A rinomodelação exige conhecimento anatômico detalhado, produto regularizado pela Anvisa, técnica em planos profundos e um protocolo pronto para reverter intercorrências com hialuronidase. É um procedimento de baixo volume e alta precisão.

A indicação mais comum é giba dorsal leve a moderada, ponta nasal levemente caída, pequenas assimetrias ou irregularidades depois de cirurgia, e também quem deseja avaliar o resultado antes de decidir por uma cirurgia.

Referências

  1. Harb A e Brewster CT. The nonsurgical rhinoplasty, a retrospective review of 5000 treatments. Plastic and Reconstructive Surgery, 2020, volume 145, número 3, páginas 661 a 667.
  2. Nonsurgical correction of surgical rhinoplasty complications with hyaluronic acid fillers, a retrospective review of 2088 cases. Plastic and Reconstructive Surgery Global Open, 2024.
  3. A safe nonsurgical rhinoplasty procedure. PubMed, 2022.

Conteúdo informativo elaborado a partir da literatura citada. Não substitui avaliação individual. Resultados variam de pessoa para pessoa.

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