Microvasos

Vasinhos e escleroterapia

Dra. Vilma Pereira6 min de leituraConteúdo informativo

Os vasinhos, chamados de telangiectasias, e as microvarizes são veias superficiais dilatadas que aparecem sobretudo nas pernas. Além da questão estética, podem vir acompanhados de sensação de peso e cansaço. Para essas veias finas o tratamento de referência é a escleroterapia.

Como funciona

Uma substância esclerosante é injetada dentro da veia com agulha muito fina. Ela irrita a parede interna do vaso, que se fecha e é reabsorvido aos poucos pelo organismo. O sangue passa a circular pelas veias saudáveis. A técnica pode usar solução líquida, como glicose hipertônica ou polidocanol, ou espuma, e em veias maiores é guiada por ultrassom.

O que a literatura relata

A revisão Cochrane sobre escleroterapia em varizes e as revisões publicadas em revistas brasileiras de cirurgia vascular descrevem a técnica como simples, ambulatorial e eficaz, com baixo índice de complicações graves. Para telangiectasias e microvarizes é considerada o tratamento de escolha. Dor local leve, pequenos hematomas e, em parte dos casos, pigmentação temporária da pele sobre a veia tratada são efeitos esperados, e essa pigmentação costuma clarear ao longo dos meses. Trombose é rara e se associa ao tratamento de veias maiores.

Sessões e resultado

As veias finas fecham rapidamente e o efeito começa a aparecer já depois da primeira sessão, mas o desaparecimento completo é progressivo, conforme o organismo reabsorve o vaso. O número de sessões depende da quantidade de veias e da resposta individual, e costuma ser preciso repetir com intervalo de algumas semanas. Como a tendência a formar novos vasinhos é genética e hormonal, sessões de manutenção podem ser indicadas ao longo dos anos.

Cuidados depois da sessão

Nos dias seguintes usa-se meia de compressão conforme orientação, caminha-se normalmente e evita-se exercício intenso e calor, como sol e sauna. Proteger a área do sol reduz o risco de mancha.

Quando é preciso um cirurgião vascular

Varizes de maior calibre, com refluxo de safena, úlcera, histórico de trombose ou sintoma importante exigem avaliação e tratamento com médico angiologista ou cirurgião vascular. Quando há sinal de doença venosa além dos vasinhos superficiais, o encaminhamento é feito antes de qualquer sessão.

Referências

  1. de Ávila Oliveira R, Riera R, Vasconcelos V e Baptista-Silva JCC. Injection sclerotherapy for varicose veins. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2021, número 12.
  2. Ecoescleroterapia de varizes com espuma, revisão de literatura. Revista Médica de Minas Gerais.
  3. Escleroterapia ecoguiada com espuma para tratamento da insuficiência venosa crônica. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  4. Tipos de escleroterapia em telangiectasias e microvarizes. Id on Line Revista de Psicologia.

Conteúdo informativo elaborado a partir da literatura citada. Não substitui avaliação individual. Resultados variam de pessoa para pessoa.

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